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México – a viagem que mudou a minha vida

É, pode parecer clichê, mas não é não. Realmente, hoje eu posso dizer que sou outra pessoa. Outra visão de mundo, outra visão sobre liderança, outra visão de vida. Acho que o mínimo que eu posso fazer é começar pelos agradecimentos.

Muito obrigado à minha família, meu pai, meu irmão, por terem me criado e me feito o homem que eu sou hoje. Se hoje eu sou alguém, 99% disso foi por causa da educação que eu tive. Os outros 1% foram esforço meu e fatores externos.

Muito obrigado mais uma vez ao EB Caveirão (em especial a você, Toledo, J) por ter me dado a oportunidade de fazer esse intercambio agora. Sem duvidas caiu do céu essa oportunidade. Não vejo outro momento na minha vida onde seria melhor eu ter feito esse intercambio.

Muito obrigado a AIESEC, por existir. Não consigo me imaginar vivendo só no mundinho do ITA, ou se eu tivesse entrado em outra iniciativa. Hoje eu posso afirmar que a AIESEC mudou a minha vida. Não consigo descrever o que eu sinto em palavras. Muito obrigado.

Meus últimos dias no México foram muito intensos pra mim. Acho que todo o tempo que eu passei aqui foi uma preparação para esse baque final de sentimentos e emoções. Eu sempre procurei fazer o meu melhor todo o tempo que estive aqui. Sempre no final você fica com aquele pensamento “poxa, dava pra fazer mais...”, mas se você faz as coisas de coração, a recompensa sempre vem. E ela veio pra mim.

Acho que o único mau da AIESEC são as despedidas. Infelizmente a gente tem que se despedir do trabalho, dos amigos, e isso é a pior parte. Mas também é muito gratificante. As minhas despedidas foram até demais.
Despedida no trabalho
No trabalho, em Mujeres com Derechos, fizeram um almoço especial pra mim. Mesma sem condições nenhuma, as mulheres se juntaram, fizeram uma vaquinha e compraram um bocado de camarão. E sim, camarão é meio carinho no México. Acho que botaram quase 1 quilo de camarão no meu prato, e como se não bastasse ainda compraram um bolo muito show. Me encheram de lembranças (levo uma bolsa cheia delas, só do trabalho) e as palavras de despedida foram as mais bonitas possíveis. Nunca vou me esquecer dessa organização. Muito obrigado a Dra. Margarita (a que mais me acompanhava no trabalho), um exemplo de ser humano, um exemplo de liderança, que foi uma verdadeira professora pra mim.

Logo depois da despedida no trabalho, fui pra Cidade do México, onde estava acontecendo o Youth Forum. Foi o melhor investimento que eu fiz aqui no México. Eu podia esperar, e ir mais tarde, pois meu vôo só saia as 23h. Mas graças a Deus eu não o fiz.
Dá uma olhada na figura que eu encontrei lá.

Hugo Pereira - Presidente da AIESEC Internacional 2010-2011
Eu e Ivan, VP ICX da @Veracruz

Global Village. Agora sim eu sei o que é isso. Cerca de 100 países sendo mostrados nos stands. Foi de mais. Hoje eu vi realmente o que é AIESEC. É diversidade, amizade entre pessoas as mais diferentes possiveis, é o mundo sem fronteiras. Se você acha legal ver gente do Brasil inteiro dançando rollcall, agora imagina voce olhar para um lado e ver um chinês, olhar para o outro e ver um keniano, olhar para frente e ver um alemão, e todos juntos dançando Tunak Tunak. Cara, não preciso dizer mais nada né. Mais uma vez, valeu AIESEC, por ser essa organização maravilhosa.
Kenia

Índia
China

Logo depois veio a hora da despedida mesmo. Já chegava a hora de ir pro aeroporto. É hora de se despedir dos amigos. Mas até que eu fiquei tranquilo. As amizades que eu fiz aqui eu sei que vou levar pra vida toda. Tenho certeza que não foi um adeus. O Ivan, VP ICX da @Veracruz, que foi um grande irmão pra mim aqui me disse como últimas palavras: “Muito obrigado, Saulo. Se Deus me desse um irmão eu queria que ele fosse uma pessoa como você.”.

E agora eu escrevo aqui pra vocês do aeroporto, com lágrimas nos olhos e o coração na mão. Por mim eu poderia ficar aqui mais um ano, mas já é hora de voltar. Acho que já vivi o que tinha que viver aqui no México.

Bom, não vou me extender muito mais. É isso senhores, isso foi o meu intercâmbio aqui no México. Acho que daria um livro... quem sabe eu escrevo um dia. Com certeza não vou me esquecer de nada que vivi aqui.

Acho que mais do que deixar um relato, eu escrevo aqui nesse blog porque eu acredito na AIESEC. Da mesma forma que essa organização mudou a minha vida, eu sei que ela pode mudar muitas vidas mais. Vidas de vocês que tão lendo, pessoal, vidas de seus amigos, seus familiares. Vidas de pessoas que podem mudar a realidade desse mundo.

Aquela história de que o Intercâmbio é a experiência mais intensa da AIESEC, eu cheguei à conclusão de que é verdade. Como eu escrevi no outro post, mas venho reiterar com muito mais confiança... se você tá em dúvida se faz ou não intercâmbio, meu amigo... cai de cabeça! Vai com tudo que você não vai se arrepender. E mais... se você que tá lendo isso aqui e ainda não é da AIESEC... meu amigo... não deixa essa oportunidade passar... eu e mais de 50 mil pessoas garentem... você não vai se arrepender.

Bom, é isso aí.

Eu sou Saulo Moraes de Faria, trainee da AIESEC Veracruz e VP ICX da AIESEC ITA.

Muito obrigado.


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It’s good... to be... it’s good to be FULL XP!

Salve, salve, minha gente do CL mais FODA do Brasil!

Bom, pra quem não sabe eu to fazendo meu X aqui no México, na @Veracruz junto com o Gentil tbm. Queria vir aqui mostrar pra vcs o quanto vale a pena fazer intercambio, e o quanto essa experiência ta sendo valida pra mim.

Antes de mais nada, queria agradecer ao EB Caveirão, q me deu a oportunidade de fazer essa viajem agora. Não estava em meus planos fazer meu X agora, mas assim q apareceu aquela oportunidade eu fui com tudo. Eu não tenho idéia de quando iria fazer um DT (pois sempre quis fazer um DT e depois um MT), e isso já mostra o quanto a AIESEC já foi importante pra minha vida, e sei q ainda vai ser muito mais.
Entao vamos lá. Se liga por que esse X ta sendo uma oportunidade inesquecível...

      1. O México
“México?! Fala sério, vai pra Europa!” haha! Era só oq eu escutava antes de viajar. Pensamento pequeno. Eu escolhi o México pq eu me amarrei no TN, pq eu estava mesmo afim de ir pra um país de língua espanhola e pq eu queira um ir pra um lugar q realmente necessitava de trabalhos sociais, e aqui descobri q fiz a escolha certa. E além do mais a Europa eu tenho a vida toda pra ver... e tbm na viajem da CV. Hehe!

Cara, e realmente eu me surpreendi. Quando ouvia falar em México, vinha a imagem de um cara com uma roupa esquisita e um sombreiro na cabeça. Totalmente nada a ver. Até pq eu ainda não vi ngm com um sombreiro gigante na cabeça... droga... heheh!
Pra quem ainda tem dúvidas, o México é MUITO irado! É um país muito bonito e que tem tudo pra crescer de verdade. As pessoas são bizarramente amigáveis (agora não sei se eh pq eu pareço gringo ou pq são assim mesmo... huahua!). Aqui todo mundo tem a pele meio morena e é raríssimo tu ver algm loiro aqui. Acho q por isso já perdi a conta de quantas vezes eu entrei num lugar aí maior galera fica olhando pra mim (será q eu to tão bonito assim?! =P) e quando eu vou falar com algm todo mundo responde cheio do sorrisinho. Huauha! Mto comédia, mas é muito legal.

























      2. O trabalho
Aqui estou trabalhando numa ONG chamada Mujeres com Derechos (é, se ouve engraçado... xD). E assim, antes de vir eu ficava pensando “Ah, deve ser umas 10, 15 mulheres q ficam brigando pelos direitos das mulheres, maior zona”, mas me surpreendi. Atualmente a ONG já tem cerca de 10.500 mulheres e 1500 homens afiliados! Bizarro! Eh muito massa, a ONG realmente faz um trabalho mto bonito e já esta tão grande q não pensa só mais em mulheres não, já passou pra outro nível, elas já trabalham com projetos sociais em geral, mas claro q o foco ainda eh na violência contra a mulher. E aqui realmente a violência contra a mulher esta ainda muito acentuada. A sociedade eh muito machista. E realmente dá pra ver como o trabalho dessa ONG tem importância aqui no México. Estou tendo a oportunidade de vivenciar aquele impacto social q a gente tanto fala. É real, e eu to sentindo na pele. Realmente eh uma causa muito nobre e acredito q a gente pode fazer muito mais. Ó a Visão 2015 aí!  =)



3Os contatos
Rapaz, disso aqui nem se fala. Acho q já adicionei mais 100 amigos no Face só por causa dessa viajem! Huauha! Po, antes de chegar eu pensava “Tá, vou conhecer o pessoal do CL lá e tal...”, mas eh surpreendente. Tudo bem q eu tive sorte de chegar na época da CONAL deles aqui, mas acho q eu já conheço pelo menos uma pessoa de cada CL aqui do México. Muito massa! Conheci uma galera muito gente fina e alguns q com certeza vou levar pra vida toda, brother mesmo. Conheci LCPs, VPs, membros e uma figura muito foda aqui. O Stephane, MCP 09-10 da Nova Zelândia. Ele tbm ta fazendo X aqui na @VE e cara, foi mto massa ter conhecido esse mlk. Eh, mlk msm... ele tem 23 anos sendo 6 só de @. Ele entrou q nem eu, com 17 anos. E agora tá se postulando pra AI. Putz, conversando com ele sobre @ tu fica bizarramente inspirado, dá vontade de sair crescendo na @... MC, MCP, AI... e por aí vai, hehe!
Fazer amigos eh bom de mais... além de altas amizades vou levar tbm muitas parcerias pra @ITA! Ahh mlk! Uhauhuha! É nós!



4. A Experiencia
Só uma fotinho q me chamou bastante a atenção...



Cara, as bolinhas de sorvete dizem tudo. Huauha! É de mais! Assim, eu não tinha noção de como eu podia aprender fazendo esse X. Tá sendo uma experiência extremamente importante pra mim e com certeza veio na hora certa. Agora esse ano como VP, eu to levando na bagagem muita coisa pra aplicar na @ITA.
Cada dia q passa aqui eu fico mais feliz por ter entrado na AIESEC. Putz, não consigo me imaginar hj se eu não tivesse entrado. Não estaria fazendo intercambio, não estaria aprendendo coisas q vou levar pra minha vida toda, não estaria fazendo um trabalho social irado onde posso ver o real impacto do meu trabalho.

Se vc ainda ta pesando se faz seu X ou não, uma dica: Cai de cabeça, meu cumpadi! Vc não vai se arrepender!

Sem mais, pq já escrevi muito tbm... xD

Um grande abraço!

E só pra vcs não esquecerem... ESSE ANO É NOSSO PORRAAAAA!!!!

Vamo q vamo...

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Desfrutando uma Experiência Completa

Semana passada, a AI (AIESEC Internacional) mandou um e-mail para cada membro da AIESEC desejando um feliz ano novo. Nesta carta, tinha uma frase que me chamou muito a atenção. Dizia mais ou menos assim:

"A AIESEC é um dos maiores tesouros escondidos do mundo."

Fiquei com isso na cabeça e me pus a pensar um pouco sobre isso (sim, para mim que estou pensando em alumnar - sair da organização - o intercâmbio tem sido uma incrível oportunidade de relfexão).

De fato, nesses últimos dois anos a AIESEC tem sido uma experiência e tanto. Estava lendo no blog de uma amiga, a Fabi da PUC, um ensaio sobre a palavra experiência. Não tem palavra melhor para definir esse tesouro que é a AIESEC.

Experiência de fazer um experimento. De colocar num frasco os mais loucos ingredientes possíveis e ver no que dá. De errar e de tentar de novo. E de as vezes errar de novo...

Experiência de se experimentar. De se colocar a testes e provas para se conhecer melhor. De descobrir quais são os seus limites e superá-los até encontrar novas
barreiras. De não conseguir mais parar de se questionar.

Experiência de experimentar o mundo. De conhecer culturas e modos de pensar através dos próprios sentidos ou mesmo pelo relato daquele que já sentiu e agora quer dividir o seu mundo com os outros. De ser também os olhos pelos quais as pessoas expandem sua visão de mundo.

Experiência de ter histórias para contar. De colecionar lembranças que vão ser guardadas para o resto da vida - como aquele dia em que se alcançou um resultado, aquele em que se riu muito ou aquele que deu tudo errado.

E tantas outras formas de experiência...

É por isso que a AIESEC é feita para jovens. Porque temos essa vontade de ter experiências e, talvez, essa seja a hora mais propícia de tê-las. Depois vamos precisar delas - e isso é certeza.

Agora fica cada vez mais claro para mim porque ter as posições de liderança e os intercâmbios se complementam para a formação do agente de mudança - o produto final da AIESEC, digamos assim.


Experiência de fazer um experimento. Minha experiência de liderança como Diretor de Recursos Humanos foi praticamente isso. Dentre tudo que eu precisava para liderar um time faltava uma coisa essencial: lidar bem com diversas pessoas. Comecei errando, levando as ideias prontas para meu time, me valendo dos estudos que já tinha feito. E durante o ano fui tentando e errando até ficar cada vez melhor. Até perceber que se eu adequasse minha relação com as pessoas de acordo com o que elas são e acreditando nelas, nós poderíamos fazer muito como um time.

Experiência
de se experimentar. Talvez isso seja o que eu mais gosto de fazer dentro da AIESEC. Quando fui aprovado no processo seletivo, não fazia ideia do que era capaz e do quanto eu tinha para me desafiar. E por isso trabalhei nas coisas mais diversas dentro da AIESEC (abertura de vagas de intercâmbio em ONGs, organização de eventos, recursos humanos..). Buscando em mim uma inquietude em aprender coisas novas e me adequar a elas. Como agora, quando resolvi vir para meu intercâmbio sabendo que não sei me adequar muito bem a ambientes e pessoas desconhecidos.


Experiência de experimentar o mundo. Como eu estou vivendo isso agora! De se ver imerso em uma realidade distinta - no caso, o México - e tentar a todo momento entender o que se passa na mentalidade das pessoas aqui, o que é cultural, como é o estilo de vida. Me colocar no lugar do outro e tentar compreendê-lo. Além disso, um dos meus companheiros de trabalho no orfanato é um israelense que mora na Nova Zelândia de mãe francesa e pai sul-africano que já conheceu mais de 30 países, principalmente através da AIESEC. E nesse contexto já tive várias conversas sobre a felicidade em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, a origem do xenofobismo em alguns países... e por aí vai. Sem falar do gosto que é passar trinta minutos respondendo perguntas do tipo "Como se fala ... em português?" para crianças de um orfanato que nunca pensaram que podiam conhecer outro lugar do mundo.

Experiência de ter histórias para contar. Para cada uma dessas coisas fortes que a gente vive, parece que fica uma foto marcada na cabeça. Como a satisfação no final do Treinamento de Membros que ajudei a organizar, o êxtase do momento de ser jogado na piscina quando eleito Diretor, o conforto do abraço quando não fui eleito Presidente, o nervosismo de facilitar pela primeira vez em conferência nacional ou o banner da AIESEC me esperando na rodoviária quando cheguei no México. Tantas coisas.

Por essa que estou no momento de me perguntar: Será que já explorei tudo que tenho para explorar dentro da AIESEC? Será que não quero coletar mais algumas experiências AIESECas?

E voltando à parte de tesouro escondido, por que escondido? Porque infelizmente nem todas as pessoas tem acesso a conhecer esse tesouro. Se você conheceu, fique muito feliz por isso.

Como últimas palavras do post, queria expressar meu desejo para todos que conhecem essa organização, para aqueles que já estão na AIESEC e para aqueles que ainda pensam em entrar:

Tenha uma incrível Experiência de AIESEC! Desfrute-a!
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Aventuras enchiladas!

Hey AIESEC!





Como estão todos aí no Brasil? Desculpem a demora por postar aqui. Os dias aqui estão muito corridos! Estão nos levando para conhecer vários lugares, tive que mudar de host family duas vezes essa semana... E por ai vai. Não deu muito tempo para ficar à toa e escrever. Mas cá estou... Tem tanta coisa para falar que vou dividir em tópicos. =p

Essa foto é de quando foram me buscar na rodoviária.



1. Casa Hogar e as crianças
Primeiro, vamos falar do mais importante de tudo aqui no México - meu trabalho na Casa Hogar de Córdoba, que é um orfanato aqui. Aqui vamos trabalhar eu, Stephane - um cara da Nova Zelandia que foi MCP09-10 - e Renato, de Fortaleza. Eles dois provavelmente começaram a trabalhar hoje. Já comecei desde quinta-feira.

Tenho certeza que vai ser uma experiência incrível aqui. As pessoas sao muitíssimo amigáveis e há muitas coisas que eu posso fazer para melhorar. Uma combinação e tanto! Dadas as necessidades daqui, vou trabalhar buscando parcerias para eles, que estão bem ferrados de dinheiro, e vou buscar mais voluntários para aqui, além de ajudar na organização da administração daqui, que é bem precária. Como todo bom AIESECo, no meu primeiro dia fiz o meu PLAN, com direito a PO e tudo! Depois tive que refazer quando os outros trainees chegaram... Trabalhando Visão Horizontal! :D

As crianças aqui são muito carinhosas. Eu não tenho lá muito jeito para as crianças e aqui fico sentado numa cadeira dentro do escritorio. E mesmo assim, já no segundo dia, veio uma criança toda tímida me dar um abraco bem rápido e depois sair correndo com vergonha. E toda hora vem alguma niño aqui na minha sala conversar comigo. Tem um chiquitito aqui, com mais ou menos dois anos, que todo dia aparece umas 5 vezes aqui para perguntar várias vezes qual é o meu nome... =p Hoje tivemos que pedir um tempo pra trabalhar, porque eles não queriam sair de perto da gente.

Em suma, já está sendo bom, mas promete ser ainda melhor!

2. Ano Novo Mexicano
O Reveillon daqui tem certas coisas bastante parecidas com o do Brasil. Em geral se passa a virada em uma ceia em família e depois se vai a alguma festa na casa de um amigo. A primeira diferença foi que aqui se veste roupa social para a ceia de ano novo.

Passei a virada na casa da familia de Andrea, uma menina da AIESEC daqui. Família enorme - umas 40 pessoas lá e não estavam todos. E foi incrivel como foram receptivos comigo e com o Saulo, também do ITA. Cheguei travadão lá, mas depois de uma hora já estava de fato me sentindo em casa. Uma coisa que é bem corriqueira aqui, principalmente nas reuniães de familia, é ter um karaoke. Eles passaram a noite cantando e até me fizenta cantar "La Chica de Ipanema", que é a música brasileira mais conhecida aqui, junto com "Namorar pelado". E o jantar foi muito, muito bom.

Pelas três horas, fomos a casa de uma amiga da Andrea. Era uma festa em casa e a família era bem animada. Lá, aprendi a dancar um pouco de salsa e reaggeaton. No final, já estava morto porque havia dormido pouco no dia anterior. Fomos dormir as 6 da manhã - aqui é muito normal que os jovens só voltem para casa para o café da manha ou mais tarde.

3. Passeios por Córdoba
Aqui já visitei três lugares: El Corazón de Metlac (uma subida numa montanha pequena até um ponte de 400m com vista incrível - na foto), las antenas (de comunicacao - um lugar também alto de onde se vê as cidades da região de Córdoba. Fomos à noite e foi uma vista muito massa) e a unas cascadas (uma cachoeira).

No primeiro destino, tivemos que subir uma escada de 500 degrais mais um barrancozinho. Pense num cansaço! Na cachoeira, tínhamos que andar escalando várias pedras. Sortudo que sou, caí no rio quando tentava passar de uma pedra por outra e, se não seguram minha mão, teria side levado pela correnteza. Gracas a Deus nao tive nada e a vista da cachoeira me recompensou todo o esforço.

4. Experiência trilingue
Uma das coisas mais difíceis aqui tem sido falar em três línguas. Falo português com os brasileiros, espanhol com os mexicanos e inglês com Stephane, que é da Nova Zelândia. E muitas vezes falo as três línguas num mesmo ambiente. Tem hora que trava. Vou falar em inglês e fico pensando em espanhol e saem algumas palavras castellanas no meio do "The book is on the table". Mas é bom que vou poder praticar as duas línguas.

5. Conversa sobre mortos
Uma das conversas mais interessantes que tive aqui foi sobre mortos. Me disseram que como se lida com a morte de um familiar varia muito com a regiao do México em que está. Mas há lugares em que depois que se enterra o defunto, fazem uma festa em sua homenagem. Festa, festa mesmo. Chalo, um cara daqui, me disse que em seu enterro nao quer choro, mas uma festa grande. E me disse também que há um lugar onde nos dias dos mortos se desenterra o cadáver, trocam sua roupa, penteia seu cabelo e fazem um jantar em cima da tumba. É simplesmente incareditável. Mas, claro, eles só fazer isso depois de uns 5 anos da morte, porque antes não se pode aguentar o cheiro.

6. Saudade de casa
Eu não esperava ter tanta saudade de casa. Não sei se por causa da época do ano, se porque só volto para casa no carnaval ou simplesmente por estar em um ambiente diferente. Se parece mais ou menos com a saudade que sentia quando fui para o ITA. Mas é uma experiencia legal gerenciar essa saudade para que isso não atrapalhe o intercâmbio. E com o tempo (ou a falta dele, talvez) isso melhora bastante. E graças a Deus existe skype! Sem ele estava perdido.


Bom, tinha mais coisas para falar mas acho que para um post já está suficiente. Ainda não baixei as fotos para o pc, mas assim que fizer ponho no facebook. Fica para o próximo detalhar mais sobre a comida mexicana, que inspiraram o título desse post, já que tudo aqui é picante!

Se quiserem saber mais: gentilporai.blogspot.com

¡Hasta luego!
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